Hoje, algo me deu a entender que devia te dizer tudo, que te amo bastante. Agora tenho medo do futuro. E se tu partires amanhã sem saberes o que sinto por ti? Será que estás bem neste momento? Diga que sim. Eu apenas queria evitar dizer-te tudo isto porque não vale a pena. Mas e se acontecer o inesperado? E se o destino passar pelo teu caminho e te levar com ele? Eu não quero. Eu prefiro que o sofrimento me corroa as veias do que vá embora e não volte a olhar para ti. Eu não me quero alimentar de fotografias que me tragam saudade. Eu quero é ter você a meu lado, todos os dias da minha vida. Mas não sei quanto mais tempo ’nos’ resta. Eu agora também odeio o destino e talvez acredite que ele já esteja traçado. Eu nunca tinha pensado nisto, ou se calhar até, mas não desta maneira tão profunda e realista. Eu não quero ‘perder-te’ por nada deste mundo ou do outro. Mas me diz, diz como vou lutar por ti meio a tudo que corroê meus sentimentos? Dá-me uma explicação lógica. Eu queria proteger-te, queria meter-me à tua frente quando algo de mal estivesse para te acontecer, mas não o faço. Não o faço porque mais uma vez tu destes razão. É esta fraqueza que me mata, esta minha covardia. Dia para dia, o meu sentimento cresce e permanece. Não o consigo arrancar de dentro de mim porque ele quer ficar. Por isso, tira-me o medo, vem para ao pé de mim e tira-me o medo. Abraça-me, envolve-me nos teus braços. É só tu quem eu quero. Dá-me um beijo e diz que está tudo bem. Acalma o meu coração. Faz-me acordar contigo, faz-me perceber que tudo aquilo era um sonho, e que eu e tu é real. Acorda-me e diz que está tudo bem pois eu amo-te como nunca amei ninguém.